quinta-feira, 26 de novembro de 2015

MÚSICA

Cidadão Instigado fará show do CD "Fortaleza" no dia 19 de dezembro

Em 2015, faz 19 anos desde que um grupo de jovens músicos se reuniu em uma garagem na Varjota, bairro de Fortaleza cruzado pela linha do trem que leva até as velas do porto do Mucuripe. Ali congregados ao redor das canções de Fernando Catatau, nascia o Cidadão Instigado, que lançou “Fortaleza”, vencedor na categoria melhor disco do Superjúri do Prêmio Multishow 2015, e fará show em sua cidade natal no próximo dia 19 de dezembro, no Cine Teatro São Luiz, na Praça do Ferreira, às 20h. Ingressos começam a ser vendidos no próximo 1 de dezembro, custando R$ 40 (inteira).
Desde aquele distante ano de 1996, os integrantes da banda ganharam o mundo como músicos, artistas e produtores de nomes como Arnaldo Antunes, Céu, Otto, Vanessa da Matta, Karina Buhr e Júpiter Apple. Mas é tocando juntos, no Cidadão Instigado, que acontece algo especial: uma sonoridade única que conquistou críticos e admiradores e que pode ser escutada em discos como “O ciclo da decadência” (2002), “Cidadão Instigado e o método túfo de experiência” (2005) e “Uhuu” (2009).
Os percursos que fizeram individualmente, assim como em conjunto, acumularam uma bagagem que está unificada em “Fortaleza”. Enquanto olhavam pela janela vendo a estrada se desenrolar, mudanças radicais aconteceram na paisagem. O que estava lá não está mais, o que havia deixou de ser. A longa estrada os trouxe de volta Fernando Catatau (guitarra e voz), Dustan Gallas (guitarra, teclado e vocais), Regis Damasceno (baixo e vocais), Rian Batista (violão, teclado e vocais), Clayton Martin (bateria e sampler) eYury Kalil (P.A. e efeitos) à garagem.
“Fortaleza” é um disco cru, um nervo exposto pela carne rasgada que carrega a descrença, o espanto de quem volta para casa do exílio e encontra a paisagem familiar transmutada. Canções diretas, riffs precisos, poesia livre e questões pessoais. Apesar da agressividade inerente ao rock’n’roll, as canções e interpretações têm a entrega e a vulnerabilidade que  são marca registrada da banda. O disco, que resgata influências iniciais, fala sobre como as coisas nunca mudam apesar de mudarem sempre. Mais velhos, mais cansados, mas não mais cínicos, os garotos de 1996 renovam seus votos de amor ao lugar de onde partiram. Por “lugar” não designam um ponto no espaço, mas um ponto no tempo. Não é nostalgia, é quase saudade. Um olhar para trás de banda de olho.

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