sábado, 19 de março de 2022

ENTREVISTA

Duda Beat investe em carreira internacional
Cantora pernambucana fez show em Fortaleza e deu entrevista para o DIVIRTA-CE

Consolidando seu sucesso na música brasileira, Duda Beat, se prepara para nova turnê internacional. fez show sábado em Fortaleza. A cantora pernambucana concedeu entrevista exclusiva para o DIVIRTA-CE falando sobre o início da carreira, formação acadêmica, política, as referências musicais e outros assuntos. Confiram.

DIVIRTA-CE - Você lançou este mês o clipe oficial de “Dar Uma Deitchada”, música que veio para representar o seu momento e de muitas outras pessoas que se sentem animadas e ao mesmo tempo cansadas. O que mais te anima, te deixa motivada, e o que mais "cansa a sua beleza" atualmente?
DUDA BEAT - O que mais me anima é fazer shows, fazer música, respirar arte, escrever canções e ver elas acontecendo. Isso me anima e me inspira muito. O que mais cansa a minha beleza é tanta coisa! Injustiça social, o atual governo, todas as notícias ruins que tivemos durante a pandemia, a desigualdade... Tanta coisa cansa a minha beleza, que me deixa triste.

DIVIRTA-CE - Você é de Recife, mas aos 18 anos, mudou-se para a capital fluminense, onde se graduou em Ciência Política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Como foi essa adaptação no Rio? Quando a música entrou em sua vida e você decidiu seguir a carreira artística?
DUDA BEAT - Como parte da família da minha mãe já morava aqui, em alguns momentos em vim para cá quando eu era adolescente, visitar minhas tias, já era muito apaixonada pelo Rio de Janeiro. Sinto que essa adaptação começou ainda na adolescência, foi quando comecei a ter amizade com o meu atual marido. Tudo isso fez essa adaptação, quando me mudei para o Rio aos 18 anos ser tranquila, porque eu já amava a cidade. Acho que a música sempre esteve na minha vida. Sou uma pessoa que amo música desde pequena. Era aquela criança que colocava "play-rec" para gravar as músicas que tocam na rádio. Sempre amei Spice Girls, Thalia Rita Lee, cresci ouvindo as músicas do Nordeste. O meu pai era um cara muito musical. Acho que a música sempre esteve presente em minha vida, desde criança. Muitos encontros na casa do meu avô, a gente cantando e tocando violão. Decidi seguir carreira aos 27, 28 anos, quando decidivser musicista, cantora e compositora. Foi quando comecei a escrever

DIVIRTA-CE - O que levou de experiência da sua formação acadêmica e como você vê a política atualmente? O Brasil tem salvação? Já escolheu algum candidato a presidente para as eleições deste ano?
DUDA BEAT - Com certeza o Brasil tem salvação. Eu acredito muito no brasileiro, um povo muito guerreiro, muito inspirador. Não votei nesse presidente, esse presidente não me representa em nenhuma esfera. Não concordo com a forma que ele conduz o país. Não gosto dele, mas tenho muita esperança no futuro, que um novo governo irá vir, que tudo irá começar a melhorar, que vamos ter igualdade social, vamos tirar o país novamente do mapa da fome, que entrou no Governo Bolsonaro, e tantas outras coisas que eu desejo para esse país que é tão maravilhoso, rico culturalmente, que tem um povo tão legal. O povo brasileiro merece ser feliz. Eu levo tudovda minha formação acadêmica. Somos todos seres políticos, fazemos política. A minha formação me deu uma base de comonser cidadã, como fazer nossa parte, como entender nossos direitos e tantas outras coisas que aprendi na minha formação musical, que eu vou levar para o resto da minha vida.

DIVIRTA-CE - Você ganhou o Troféu APCA de revelação de 2018 e teve o seu álbum de estreia incluído na lista dos dez melhores discos nacionais do ano da revista Rolling Stone. Como você analisa sua própria música? Esperava essa carreira meteórica de sucesso? Quais as suas influências musicais, quais artistas a Duda Beat mais ouve e admira?
DUDA BEAT - Eu amo minha música. Não faria nada diferente. A minha música é muito eu, reflexo da minha personalidade, é um diário, né? Eu sou essa pessoa, esse personagem, que existe dentro dela. Então a minha música me representa completamente. Tudo sonoramente que está na minha música. E eu acho que tem que ser assim. O artista quando ele escreve uma canção, ele tem que se agradar. Ele tem que querer cantar essa música para o resto da vida. Eu também tem uma coisa muito forte quando escrevo minhas músicas, que é olhar para elas e ver que as músicas irão envelhecer bem. Eu quero estar velhinha cantando essas músicas. Tudo é feito com muito amor, e de uma forma muito especial, e isso é maravilhoso. Eu esperava essa "carreira meteórica", porque acreditei muito no meu processo, confiei muito, eu tinha uma certeza dentro de mim, e tenho até hoje. Mas no início da carreira, tem uma coisa que eu falava muito nas entrevistas que eu sabia que seria uma carreira de sucesso. Eu tinha uma certeza muito forte no meu coração. Iria ser uma coisa nova, uma música a frente do tempo, porque eu sou essa pessoa. A minha música é um reflexo muito forte e verdadeiro de mim e também tem muita verdade. E quando fazemos as coisas com verdade, se tornam um sucesso. E acho importante a gente acreditar na gente, isso não é ser metido, é acreditar no nosso processo e ver que isso vai reverberar, e tudo isso é muito bonito. Escuto muita coisa! Ritmos do nordeste, ritmos pernambucanos, maracatu, frevo, baião, forró, pagodão. Artistas também são muitos, é Caetano, Gil, Djavan, Ivete Sangalo. É o que acontece agora, a Anitta, Pablo Vittar que é uma grande referência para mim. Eu acho ela um acontecimento! Tem tantas coisas maravilhosas que tem no país, Lenine por exemplo. E de fora, Lady Gaga, Rosali, acho artistas exemplares, acho elas maravilhosas e admiro muito.

DIVIRTA-CE- Você está com uma turnê internacional cada vez mais próxima. Quais países você irá passar? Quais as expectativas? Algum outro projeto para esse ano que queira divulgar?
DUDA BEAT - Vou para Londres, Paris, Espanha, em Madri e Barcelona, Berlim, vou para Portugal. Fui em 2019 para alguns destes lugares e volto agora com meu técnico de som, mais banda, e para um artista independe isso é uma conquista maravilhosa. A gente está sempre construindo, tijolo por tijolo, e ver que vai acontecer é muito bonito. Eu tô muito animada, a expectativa está lá no alto, muito empolgada de ver meus fãs brasileiros que moram fora. É muito legal os shows lá fora, porque os brasileiros sempre levam os amigos daqueles países, e essas pessoas te olham com tanta atenção, sabe? É um reencontro deles com a nossa língua. Estou muito feliz. Tem muita coisa para divulgar. Lancei um disco "Te amo lá fora" que estou começando a fazer shows da turnê agora. Tem feat chegando, clipes, Rock In Rio no final do ano, e tantas celebrações, estou muito feliz de ir para lugares que nunca fui, tanto dentro do Brasil quanto fora. Acho que os projetos são esses, vou colocar meu bloco na rua e celebrar o reencontro com meus fãs.

POR FELIPE PALHANO

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