quarta-feira, 25 de julho de 2018

EM AGOSTO

Banda A Cor do Som celebra 40 anos de carreira e faz show no Cineteatro São Luiz

No dia 26 de agosto (domingo), às 18h, Dadi (baixo), Armandinho (guitarra, bandolim e guitarra baiana), Ary Dias (percussão), Gustavo Schroeter (bateria) e Mu Carvalho (teclados) misturam rock, choro e pop no show “A cor do som - 40 anos”. O espetáculo que ocorre no Cineteatro São Luiz (Rua major Facundo, 500 - Centro) tem classificação livre e já está com ingressos à venda na bilheteria do Cineteatro e através do site da Tudus (www.tudus.com.br) por R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).

Com a formação original, o grupo comemora 40 anos de carreira em turnê e com um novo disco. O repertório de “40 anos" aponta para o futuro, com canções novas, além das regravações de clássicos tirados dos primeiros álbuns.

Com sua inusitada e orgânica fusão de pop, choro, trio elétrico e progressivo, A Cor do Som foi a grande surpresa da música brasileira em fins dos anos 1970, antecipando o rock que iria imperar na década seguinte. O grupo começou a nascer no primeiro álbum solo de Moraes Moreira, em 1975, recém-saído dos Novos Baianos. Estavam nessas gravações  Dadi (o jovem baixista carioca que tinha entrado para a comunidade musical dos Novos Baianos e também tocava com Jorge Ben), Armandinho (o mestre da guitarra baiana e do bandolim, filho do Osmar, um dos inventores do trio elétrico) e Gustavo (outro carioca, baterista que veio do grupo A Bolha e também músico de Jorge Ben), com  Mú (pianista e tecladista, irmão caçula de Dadi) estreando profissionalmente em uma faixa - e, logo em seguida, incorporado à banda nos shows. Já Ary Dias (percussionista baiano que veio de Banda do Companheiro Mágico), tocou no disco de estreia d’A Cor, mas só entrou oficialmente, completando a formação clássica, a partir do segundo álbum.

Como Dadi, mais de três décadas depois, contou no livro de memórias “Meu caminho é chão e céu” (Record, 2014), a paixão de Armandinho e Mú pelo choro foi o estímulo para as primeiras músicas do grupo que começava a nascer. Quanto ao nome, foi pedido emprestado a Galvão e Pepeu Gomes, que chamavam de A Cor do Som o núcleo instrumental dos Novos Baianos.

“A Cor do Som 40 anos” / Faixa a faixa

"Somos da cor” (Armandinho / Maria Vasco):  Uma das composições inéditas do disco, a letra, na voz de Armandinho, é uma exaltação ao amálgama de etnias que caracteriza o povo brasileiro. Embalado por muito groove, é perfeito antídoto para o racismo que tenta sair do armário.

“Abri a porta” (Gilberto Gil / Dominguinhos):  Esse sucesso do terceiro disco d’A Cor, “Frutificar" (editado em 1979), volta com o auxílio luxuoso de seu co-autor, Gilberto Gil, que toca violão e divide o canto com Dadi. Outro destaque na nova versão é o acordeom de Waldonis.

“Alto astral” (Mú Carvalho, Dadi e Evandro Mesquita): Lançada no quinto álbum do grupo, “Mudança de estação” (1981), essa parceria dos irmãos Mú e Dadi com o eterno Blitz Evandro Mesquita foi a escolhida para o encontro o Roupa Nova. As vozes de Serginho Herval (também na bateria) e Kiko (guitarra) se juntam à de Mú (também pilotando o Korg MS2000), que cantou na versão original.

“Sou volúvel”  (Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Dadi Carvalho):  Outra faixa nunca gravada em disco pelo grupo, ela tinha sido lançada por Arnaldo Antunes em 2013, no álbum “Disco". Agora, além de cantar, Dadi se desdobra em baixo, órgão Hammond e guitarras.

“Zanzibar” (Armandinho / Fausto Nilo):  Sucesso do quarto álbum d’A Cor, “Transe total” (em 1980), essa canção de letra deliciosamente nonsense também foi um veículo para a delirante guitarra baiana de Armandinho, que, nessa regravação, canta em dueto com Samuel “Skank”  Rosa.

“Swingue menina” (Mú Carvalho / Moraes Moreira): Outro clássico do álbum “Frutificar" (1979), esse reggae de pegada naturalmente brasileira continua irresistível. Convite à dança e à alegria que Mú refaz em dueto com Lulu Santos, outro fã de primeira hora d’A Cor do Som.

“Alvo certo” (André Carvalho / Dadi Carvalho):  Mais uma inédita com A Cor, essa parceria de filho e pai é um samba que remete aos Novos Baianos de “Acabou chorare” e já tinha sido gravada por ambos: tanto no CD solo de estreia de Dadi, em 2007, para o selo japonês Rip Curl Recordings, quanto no de estreia de André,  “Tempo do tanto” (2010). Para a nova versão, Dadi canta em dueto com Djavan (com direito a inspirados vocalises), enquanto Armandinho troca a guitarra baiana pelo bandolim, reforçando o elo novo-baiano.

“Magia tropical” (Mú Carvalho / Evandro Mesquita):  Faixa que abria e dava nome ao  sexto álbum do grupo, lançado em 1982 (período em que Victor Biglione ocupou o lugar de Armandinho), ela volta na voz de Paulinho Moska (também no violão).

“Eternos meninos” (Mú Carvalho / Paulinho Tapajós): Outra canção lançada no disco “Magia tropical”, essa parceria de Mú com seu então cunhado, o saudoso Paulinho Tapajós, era uma homenagem a John Lennon. A nova versão conta com a participação de outro fã dos Beatles, Flávio Venturini, que toca órgão e canta junto a Mú (também no piano elétrico e o arranjador do quarteto de cordas e do flugelhorn tocado por Jessé Sadoc).

“Sonho de carnaval” (Armandinho / Fausto Nilo): Mais uma composição inédita, ela mistura com perfeição elementos de rock, do Caribe e dos trios elétricos. Na voz de Armandinho, que também esbanja sua guitarra baiana, é outro irresistível convite à folia.

“Olhos d’água”  (Mú Carvalho / Pierre Aderne / Alexia Bomtempo): A terceira composição inédita no disco é uma balada romântica com tinturas progressivas que Mú canta (e pilota Moog Voyager, mellotron e piano), com vocais de Ana Zingoni.
“Semente do amor” (Mú Carvalho / Moraes Moreira): Para fechar o álbum, mais um sucesso lançado em “Transe total” (1980), que volta num dueto de Mú com Alexandre Carlo, o cantor do grupo Natiruts.


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